Liderança com Propósito: À Imagem do Criador, o Chamado ao Serviço

Liderança com Propósito: À Imagem do Criador, o Chamado ao Serviço
Liderança com Propósito: À Imagem do Criador, o Chamado ao Serviço

 

 

 

Liderança com Propósito: À Imagem do Criador, o Chamado ao Serviço

 

 

O versículo de Gênesis 1:26 traz um dos mais emblemáticos fundamentos da fé judaico-cristã: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e que ele domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra…”.

 

Ao criar o ser humano à sua imagem, Deus não apenas concedeu vida — mas confiou autoridade e responsabilidade. Essa declaração carrega implicações profundas: fomos feitos para cuidar, zelar, liderar e transformar. Não se trata de um domínio de exploração, mas de um mandato de responsabilidade moral e espiritual diante do mundo.

 

No contexto do Rotary, essa perspectiva adquire um significado ainda mais tangível. Ser rotariano, e especialmente assumir posições de liderança dentro da organização, é assumir um papel ativo em consonância com esse chamado original. O Rotary não é apenas um espaço de encontros, mas uma plataforma de impacto — e requer de seus membros postura ativa, sensibilidade social e disposição para o serviço.

 

Liderar, portanto, é mais do que organizar reuniões ou cumprir metas administrativas. É representar, com ações, os valores mais elevados do ser humano, comprometido com a construção de um mundo mais justo, ético e solidário.

 

É nesse sentido que a expressão “imagem e semelhança” se torna exigente. A imagem é dada — mas a semelhança se constrói. Ela é consequência de atitudes diárias, decisões conscientes e da disposição de servir ao outro, sobretudo quando isso exige sacrifício pessoal.

 

Diante disso, cabe uma reflexão direta aos líderes rotarianos: que tipo de imagem estamos projetando no exercício da nossa liderança? Estamos sendo fiéis ao mandato que recebemos — tanto espiritual quanto institucional?

 

Quando um líder se omite, quando ignora a dor de uma comunidade, quando se afasta da realidade ou se fecha ao crescimento do clube, ele não apenas deixa de liderar — ele falha com sua própria vocação.

 

Liderar à imagem do Criador é ser instrumento de cuidado, transformação e justiça. É não se ausentar diante da dor, da necessidade ou da oportunidade. É ser presente onde muitos se escondem. E, principalmente, é chamar outros para esse caminho de serviço.

 

No Rotary, isso se traduz também no compromisso com o crescimento do quadro associativo. Convidar alguém para viver o Rotary é oferecer a chance de refletir essa mesma imagem por meio da ação concreta. É estender o chamado para multiplicar talentos, projetos e vidas impactadas.

 

 

 Não basta ser imagem. É preciso agir com semelhança.

 

 

Em tempos onde o mundo clama por líderes íntegros e atuantes, Gênesis 1:26 ressoa como um lembrete silencioso, mas poderoso: quem foi criado à imagem do Criador não pode dar passagem à indiferença. Deve transformar.

 

O Rotary continua sendo um dos espaços mais férteis para quem deseja responder a esse chamado com ação, ética e compaixão. A pergunta que fica é: estamos fazendo jus à imagem que carregamos?

 
Por Renato Rezende Egea

 

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